O Beijo


Por Maria Lúcia Pinheiro, psicóloga


O Dia do Beijo é comemorado dia 13 de Abril. Atribui-se essa data a uma suposta história italiana, na qual dizia-se que um rapaz havia beijado todas as mulheres de sua vila. O padre da região, cansado dos rumores, ofereceu um prêmio para a mulher que nunca o tivesse beijado. Ninguém apareceu para pegar o prêmio! Segunda, estaremos aqui para falar sobre a importância do beijo nos relacionamentos!
Alguns cientistas acreditam que a origem do beijo estaria no olfato. Teria sido inventado a partir do hábito de cheirar as pessoas queridas, como sinal de afeto e prazer. O roçar dos lábios teria sido consequência. Outros estudiosos associam o surgimento do beijo a alimentação, como decorrente do costume de algumas civilizações onde os pais ofereciam a comida mastigada aos filhos diretamente da boca. Este ato teria ficado registrado como um símbolo de amor. As primeiras evidências literárias sobre beijos vêm de textos sânscritos do nordeste da Índia! Escrito de mil a dois mil anos atrás, o texto menciona amantes encostando suas bocas. Os militares romanos introduziram o beijo em muitas culturas que não tinham esse hábito, durante suas conquistas.
O beijo é definido como o ato ou efeito de tocar, pressionando, os lábios sobre pessoa, animal ou objeto querido para demonstrar carinho, afeto. E isso significa muita coisa! O beijo é um ato recíproco de prazer. Movimenta 29 músculos, sendo 17 só da língua. Apesar dos lábios serem uma região do corpo com dimensões reduzidas é, junto com a ponta dos dedos, a de maior densidade de terminações nervosas, ou seja, em seu interior há múltiplos receptores com grande capacidade para perceber e transmitir informações para o cérebro. Quatro neurotransmissores básicos são despertados pelo beijo: dopamina, que nos faz sentir prazer e bem-estar; serotonina, com a qual sentimos excitação e otimismo; epinefrina, que aumenta a frequência cardíaca, o tônus muscular e o suor, por isso sentimos calor e a aceleração do coração; e a oxitocina, que gera afeto e confiança. Beijar reduz o nível do hormônio de estresse cortisol, o que diminui também a pressão sanguínea e melhora a imunidade!
Mas, beijar é perigoso? Você conhece as principais doenças transmitidas pelo beijo? As doenças que podem ser transmitidas pelo beijo são, na maioria, infecções por vírus, bactérias e fungos que são passados através da saliva, como gripe, mononucleose, herpes e caxumba, e os sintomas costumam ser febre baixa, dor no corpo, resfriado e caroços no pescoço. Apesar de geralmente estas doenças serem de curta duração e curarem sozinhas, em algumas pessoas, podem ocorrer complicações, como a propagação da infecção para outros locais do corpo, até mesmo atingir o cérebro.

A química do beijo parece mudar com o passar do tempo dentro de uma mesma relação. Para o biólogo David Bueno, a razão dessa mudança reside na saturação dos receptores do cérebro. O psiquiatra Jesús de la Gándara destaca inclusive que há uma mudança na química cerebral: “no início da relação há grande estimulação hormonal com predomínio dos andrógenos (testosterona) e da dopamina, mas com o passar do tempo muda, com mais estímulo à vasopressina e à oxitocina; beijam-se com menos frequência e intensidade, mas de maneira mais carinhosa e estável”.
Para Mendes Júnior, as carícias entre os lábios são ainda um indicativo de uma vida sexual saudável. “Quando um casal não se beija, a relação já não tem o mesmo afeto”, afirma. Por outro lado, parceiros que investem em beijos mais calientes têm maiores chances de garantir ou resgatar a qualidade do sexo.
Durante o beijo de língua, com a troca de saliva, o homem passa um pouco de testosterona para sua parceira. Ao passar das semanas e meses, repetições de beijos podem aumentar a libido da mulher, fazendo com que ela queira mais e mais sexo. Um beijo apaixonante pode estimular o hormônio oxitocina, que favorece laços e comprometimento.



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