Medicação Psiquiátrica: alguns esclarecimentos




(por Maria Lúcia Pinheiro, psicóloga)

Muitas pessoas tem medo de iniciar um tratamento psiquiátrico medicamentoso. Imaginam que irão ficar “dopados”, “perder o controle”, “ficar dependente”.
A verdade é que tais medicamentos podem ser grandes aliados para o processo psicoterapêutico, e são, muitas vezes, imprescindíveis. O tratamento realizado adequadamente, sob a orientação do médico especializado trará benefícios importantes. A psicologia e a psiquiatria se complementam no cuidado da saúde mental.
A psicologia e a psiquiatria são especialidades complementares, portanto o tratamento medicamentoso auxilia no processo psicoterapêutico assim como o tratamento psicológico proporciona maior eficácia ao uso de medicações.
Os remédios vão melhorar o funcionamento fisiológico cerebral, regulando o fluxo dos neurotransmissores, enquanto a psicoterapia irá promover autoconhecimento, ressignificação e reconfiguração de crenças, pensamentos, sentimentos e emoções, e atuará na modificação do comportamento.
Remédios devem ser tomados somente quando prescritos e sob orientação do médico. Ele saberá a hora, a dosagem e a forma necessária para cada paciente a partir de uma avaliação individualizada. Ele analisará o custo/benefício entre os efeitos da medicação e o sofrimento do paciente.
O psicólogo poderá identificar a necessidade de uma avaliação médica e realizar o encaminhamento, auxiliando também durante o tratamento medicamentoso. O acompanhamento multiprofissional favorece o tratamento e potencializa os resultados obtidos.
Acredita-se também que essas medicações provocam efeitos de sedação, perda da consciência, e que o paciente não estará no controle de si mesmo. A verdade é que o objetivo da prescrição de qualquer remédio é proporcionar a melhora da funcionalidade do indivíduo.  Alguns efeitos colaterais fazem parte de processo, assim como em qualquer outra medicação, e a maioria deles desaparecem ou minimizam ao longo do tratamento. Que, quando bem orientado e seguido, levará a grandes melhoras do quadro geral de sofrimento do paciente.
Um dos temores mais comuns acerca da medicação psicotrópica é de se tornar dependente ou necessitar tomar para sempre. Esse medo surge de um misto de preconceitos, generalizações e má-informação. Existe a ideia que associa esse tipo de medicação à loucura. Precisamos refletir sobre o conceito de loucura e de normalidade! Alguns transtornos são crônicos e necessitarão de acompanhamento por tempo indefinido, mas isso não significa que o paciente não possa vir a ter uma vida normal. Assim como a diabetes ou a hipertensão, que são controladas por medicação e o paciente pode desempenhar todas as suas funções normalmente. Outras situações não são duradouras, mesmo sendo intensas. Tudo isso deverá ser orientado pelos profissionais especializados.

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