Por que ainda é difícil assumir a homossexualidade? (E o que a sociedade pode fazer para ajudar)


Ao longo dessa semana, discutimos sobre homossexualidade lá no nosso Instagram. (Se você ainda não segue, é só clicar aqui). Nesse post, vamos aprofundar o tema. Estamos no século XXI, o ano é 2018. Em 2014, pela primeira vez na História, um campeão olímpico assumiu a homossexualidade. Em 2015, o ex-presidente Obama nomeou um gay assumido para chefiar o Exército dos Estados Unidos. Em 2017, a Disney colocou um personagem gay no remake do clássico "A Bela e a Fera". Mesmo com tantos avanços, tantos exemplos e inspirações, por que ainda é difícil assumir a homossexualidade?

De acordo com a revista Galileu, "a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, realizou um estudo sobre a relação entre a opção sexual e o suicídio entre jovens. Os resultados mostraram que os homossexuais têm mais probabilidade de praticar o ato. Além disso, a pesquisa concluiu que o local de convívio social também exerce bastante influência – ambientes mais abertos à homossexualidade apresentam menos casos de suicídio". 

Só em 2017, segundo a Agência Brasil, não menos que 445 membros da comunidade LGBT foram assassinados no Brasil. Isso significa que a cada 19 horas, uma dessas pessoas perde a vida no país pelo simples fato de ser quem é. O número deve ser muito maior, considerando a ainda existente dificuldade em registrar os crimes como de homofobia. "Os dados de 2017 representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando foram registrados 343 casos. Em 2015, foram 319 LGBTs assassinados, contra 320 em 2014 e 314 em 2013. O saldo de crimes violentos contra essa população em 2017 é três vezes maior do que o observado há 10 anos, quando foram identificados 142 casos."

O que a sociedade em geral pode fazer para reverter essa situação? Parece básico ou até óbvio, mas cada um de nós precisa aprender a se importar com a sua própria vida. Quem seu vizinho ama ou deixa de amar não interfere na sua vida. "Ah, mas a família não é mais a mesma", você pode pensar. E quem disse que só existe um tipo de família? É preciso ter empatia, se colocar no lugar do outro e deixar que cada um seja quem é, mesmo que aquela forma de ser não pareça certa para você. É preciso respeito acima de tudo. Respeito.  


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