Tribuna do Norte | Crescem vendas de produtos sensuais

Entrevista concedida pela psicóloga e sexóloga Maria Lúcia Pinheiro ao Jornal Tribuna do Norte:

Tribuna do Norte | Crescem vendas de produtos sensuais

Diálogo e liberdade são importantes

Para uns quanto mais diversificado os brinquedos do parquinho, melhor a brincadeira. Para outros nem tanto. Isso serve também entre os casais que querem introduzir os produtos sensuais na relação. Por isso, o primeiro cuidado quando se decide levar novidades para a relação sexual é saber se o outro está realmente curtindo a ideia.

"A brincadeira do adulto é o sexo e nada mais normal do que ter alguns brinquedinhos para animar a relação. Mas como a brincadeira é a dois, é preciso que os dois concordem", explica a sexóloga Maria Lúcia Pinheiro.

Segundo ela, a base do sexo é o diálogo e a liberdade entre os parceiros. E quando não se tem esse dois pré-requisitos fica complicado manter o relacionamento, quem dirá levar brincadeiras e objetos diferentes para o sexo. "Quando faz parte da relação como um algo a mais se torna saudável, mas quando causa algum problema é preciso conversar, esclarecer, explicar. Ele cede daqui, ela dali e no final os dois se acertam", diz Maria Lúcia.

Mas quando a utilização de objetos eróticos se torna uma patologia ou compulsão? Para a especialista é uma patologia quando a pessoa não consegue se relacionar com o outra por inteiro. Quando acontece uma fixação, ou seja, precisa ser de um jeito, caso contrário não tem prazer. Sem se importar com o que o outro sente ou quer.

Compulsão sexual leva a pessoa colocar a vida, a saúde e o relacionamento em risco em prol de satisfazer momentaneamente o desejo, a libido.  O fetichismo - quando a pessoa só consegue ter prazer de uma determinada forma - é um exemplo de patologia nesse área.

Tratamento para compulsões sexuais são basicamente dentro da terapia sexual. "Quanto aos benefícios dos produtos, acredito serem muitos. Têm o objetivo de dar uma aditivada na relação e sair da rotina. Favorecem a intimidade e alimentam a paixão", diz a sexóloga.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Terapia Sexual - como é?

Perdi o desejo sexual, e agora?