Terapia Sexual - como é?

Saiba como funciona a Terapia Sexual:
  Por Heloísa Noronha
Sessões
As sessões acontecem a sós e com o (a) parceiro (a). “É importante conversar com os dois juntos e observar se ocorre alguma alteração comportamental ou algum constrangimento”, diz Amaury. Quem não está vivenciando nenhum tipo de relacionamento também pode se beneficiar desse tipo de terapia para conhecer e vivenciar sua sexualidade de maneira mais plena. As sessões têm o tempo de duração comum às terapias convencionais: de 45 minutos a uma hora. A vida pessoal e sexual de cada um é esmiuçada, já que a origem de muitos problemas pode ter a ver com a educação recebida dos pais, a religião e as primeiras experiências.
 
Técnicas
Algumas pessoas acham que o terapeuta sexual ensina, no consultório, técnicas mirabolantes para conseguir orgasmos múltiplos, por exemplo. Essa suspeita tem seu fundo de verdade. “Trabalhamos com técnicas diversas que variam de caso a caso”, afirma Valéria Walfrido. “Demonstram-se movimentações com materiais para tratar ejaculação rápida, retrógrada ou retardada; métodos para lidar com a dificuldade de ereção; exercícios para o vaginismo e anorgasmia. Também damos sugestões para lidar com a libido e dicas de pomporarismo.”
 
Lição de casa
O trabalho feito em consultório tem continuação em casa. Os pacientes são aconselhados a tocar-se e a conhecer-se intimamente, mirando-se no espelho, e a explorar sua genitália, observando orifícios uretral, vaginal, anal, períneo, vulva, pênis, saco escrotal. Os homens, principalmente, exercitam o autocontrole através da masturbação, praticando exercícios pélvicos masculinos (EPM) ensinados pelos médicos.
 
Medicamentos
“A terapia sexual pode envolver medicamentos que devem ser prescritos, de preferência, por um psiquiatra, urologista ou ginecologista com aprofundamento ou formação na área de sexualidade humana, pois determinados remédios interferem ferozmente na libido, alterando-a. Daí a importância de um trabalho em parceria”, avisa Valéria Walfrido.
 
Alta
Não existe uma regra fixa, pois algumas pessoas chegam ao consultório com problemas mais complexos do que as outras. Em geral, os pacientes recebem alta após dez sessões, mas alguns tratamentos podem durar anos. As queixas envolvendo o desejo sexual são mais demoradas de serem resolvidas, enquanto as queixas de ereção ou de vaginismo podem ser muito mais rápidas em suas soluções. “Podemos ter tratamentos de seis meses para casais com vaginismo ou disfunção erétil e de dois ou três anos para queixas relacionadas a desejo sexual”, avisa Oswaldo Rodrigues, que destaca ainda que problemas de comportamento sexual compulsivo costumam estender o tempo de terapia, principalmente devido à procura de solução quando problemas secundários passam a ocorrer: disputas de casal, separação, perda de emprego.
 
Resultados
Há casais que se separam após a terapia. “Isso acontece quando o relacionamento está muito destruído ou as traições são frequentes e o nível de autoestima é muito baixo. O rompimento pode ser a melhor solução, pois permite ao sofredor se recuperar para uma nova vida”, admite o sexólogo Amaury Mendes Junior. Isso, porém, é exceção. O comum é que as pessoas passem a desfrutar de maior intimidade na cama e a conversar sobre sexo de maneira mais natural e clara.

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