Abuso Sexual - retratos de uma epidemia

Todos os dias muitas crianças e adolescentes sofrem algum tipo de abuso, sendo a negligência e abandono o tipo mais frequente entre crianças de 0 a 9 anos, seguido pela violência sexual que atinge adolescentes de 10 a 14. A opressão psicológica também ocupa lugar de destaque nas estastíticas, segundo dados de um levantamento inédito feito pelo sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) do Ministério da Saúde, em 2011. Desde então, a notificação de maus tratos a crianças e adolescentes se tornou obrigatória a todos os estabelecimentos de saúde do Brasil.
Os dados indicam que a maioria das agressões ocorreram na residência da criança por parte dos próprios pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo como amigos e vizinhos. Por isso, o Ministério da Saúde universalizou a notificação de violências doméstica, sexual e outras agressões para todos os serviços de saúde, que são registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Também ampliou a Rede de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde, que são responsáveis, por meio das secretarias de saúde, por implementar ações de vigilância e prevenção de violências, identificar e estruturar serviços de atendimento e proteção às crianças e adolescentes em situação de risco.
A denúncia é um importante meio de dar visibilidade e, ao mesmo tempo, oportunizar a criação de mecanismos de prevenção e proteção. Além disso, os serviços de escuta, como o disque-denúncia, delegacias, serviços de saúde e de assistência social, escolas, conselhos tutelares e a própria comunidade, devem estar preparados para acolher e atender a criança e o adolescente”, afirma a diretora de análise de situação em saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.

Fonte: Mente e Cérebro

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