Cor-de-rosa-choque

Por Maria Lúcia Pinheiro
Em homenagem à todas as Mulheres, no Dia Internacional da Mulher:

A cor-de-rosa é associada ao feminino, entendida como fragilidade e romantismo. Mas o rosa tem vários nuances, inclusive a cor-de-rosa-choque. As mulheres são como a cor-de-rosa, podem ser delicadas, mas são muito fortes também. As mulheres não são frágeis, existe o poder feminino, da sensibilidade, da doçura e da paixão.

Ao longo da história, as mulheres foram subjugadas e oprimidas pela força masculina. Força física e da racionalidade. Assim, por um longo período houve o domínio patriarcal na sociedade. A libertação feminina dos últimos 40 anos, trouxe à mulher uma consciência maior do seu corpo, dos seus direitos e do seu poder. As feministas queimaram sutiãs acreditando que eles eram símbolo da opressão masculina, que a luta era contra os homens. Ledo engano! O movimento era de reencontro, de reconciliação com a natureza feminina. Assim, as mulheres continuaram usando sutiãs. Afinal, o que ele realmente representa é o feminino. É um símbolo de sensualidade e beleza, pois destaca algo que é particular à natureza feminina: os seios – sensualidade, poder, maternidade e coragem!

A mulher não precisa provar ser igual aos homens. São inegáveis as diferenças entre homens e mulheres. Mas isso não significa superioridade ou inferioridade. A guerra dos sexos tem perdido o sentido. Atualmente, os cientistas admitem que não é pertinente determinar comparações de superioridade entre os sexos. Caminhamos para a igualdade de direitos e deveres. Homens e mulheres se complementam e essas diferenças são saudáveis e necessárias.

Entre diferentes existe crescimento, completude. O equilíbrio é resultado da flexibilidade e cooperação de aspectos equivalentes. As diferenças entre as funções masculina e feminina têm sido reduzidas. Começamos a compreender que os papéis que desempenhamos têm mais haver com nossas habilidades e características pessoais do que com o gênero. Homens podem lavar louça e cuidar das crianças. Mulheres podem trocar lâmpadas e consertar o carro. A união serve muito mais ao prazer da soma e à divisão das dificuldades do que para suprir carências e deficiências individuais.

Mesmo pensando a partir destes estereótipos, podemos observar a força e resistência das mulheres quando são elas as responsáveis pelo cuidar. Independentemente de como estejam, cuidam da casa, do companheiro, das crianças e da profissão, tudo ao mesmo tempo. De salto alto! E ainda, cuidam de si mesmas, enfrentam dores como a da depilação. Falando em dores, o limiar de dor, nas mulheres, é significativamente mais alto. O parto e a gravidez são bons exemplos da força e resistência feminina.

A sociedade impõe sua expectativa acerca do papel da mulher. Essa construção social precisa ser revista, são necessárias novas reflexões sobre as questões ligadas à feminilidade. Não podemos julgar a mulher baseado em ideais construídos há séculos atrás, num contexto sócio-econômico diferente, é preciso contextualizar nossas concepções. Precisamos repensar. Reavaliar nossas relações afetivas, na maneira como desempenhamos e exigimos determinados papéis dos nossos parceiros. Precisamos rever que valores oferecemos aos nossos filhos: eles são capazes de construir um mundo mais equilibrado, mais justo e melhor? Precisamos educar homens e mulheres com sabedoria, ensinar-lhes paz e justiça.

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