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Mostrando postagens de Março, 2010

O caso de Isabella – o caso de todos nós

Por Maria Lúcia Pinheiro

       A comoção social provocada pelo assassinato da menina Isabela foi intensa. As notícias na imprensa e as manifestações públicas revelam o poder mobilizador desta tragédia. Nos identificamos e lutamos por justiça com aquela família, conseguimos visualizar seus sentimentos, mesmo sem conhecê-los. A força bonita da natureza humana emerge em nossa capacidade de empatia. A morte daquela criança nos comove ao tocar nossas feridas infantis, nossos medos e vulnerabilidades.       Todos fomos crianças como ela, mesmo que cada uma de nossas histórias seja única e diferente, nós já tivemos a idade de Isabella – tivemos medo por sermos frágeis e nos sentimos, muitas vezes, impotentes diante de problemas, brincamos e fantasiamos o mundo adulto, acreditamos em heróis, sonhamos com o futuro. Olhamos a menina e nos vemos refletidos nela, a criança alegre com sonhos e medos, frágil e vulnerável. E é muito provável que em nossas recordações esta época tenha sido um dos mome…

Freud explica: Big Brother Brasil e a epidemia da projeção

por Maria Lúcia Pinheiro
Freud é famoso por explicar muitas coisas. Recorrerei aos seus ensinamentos para analisar a surpreendente lógica do Big Brother Brasil:
Mais do que o voyerismo que alimenta o desejo de espiar, o mecanismo de projeção parece alimentar a audiência do programa. A curiosidade sobre a vida alheia está relacionada a necessidade de nos vermos como parte de um todo, serve como uma verificação da normalidade de nossa individualidade secreta. O desejo de integração, de sermos aceitos.
Entretanto, vemos na TV, constantemente, ícones de perfeição: corpos sarados, rostos retocados, encontro de almas-gêmeas em amores eternos, separações sem sofrimento, superação e recomeço instantâneos, para citar apenas algumas das imagens inatingíveis que nos ensinam a desejar todos os dias. Então, não nos sentimos iguais, não cabemos no modelito, não atendemos às expectativas. E isso causa sofrimento, frustração, conflito. Inspira a luta implacável contra o tempo, contra a natureza e até co…

Atendimento em Sexologia (Terapia Sexual)

Abertas inscrições de cadastramento para atendimeno em SEXOLOGIA pelo curso de Especialização da FAERN (Natal-RN). Consultas com tabela especial de valores. Informações e inscrições: 9636-1468 ou 3206-2083

Cor-de-rosa-choque

Por Maria Lúcia Pinheiro Em homenagem à todas as Mulheres, no Dia Internacional da Mulher:
A cor-de-rosa é associada ao feminino, entendida como fragilidade e romantismo. Mas o rosa tem vários nuances, inclusive a cor-de-rosa-choque. As mulheres são como a cor-de-rosa, podem ser delicadas, mas são muito fortes também. As mulheres não são frágeis, existe o poder feminino, da sensibilidade, da doçura e da paixão.
Ao longo da história, as mulheres foram subjugadas e oprimidas pela força masculina. Força física e da racionalidade. Assim, por um longo período houve o domínio patriarcal na sociedade. A libertação feminina dos últimos 40 anos, trouxe à mulher uma consciência maior do seu corpo, dos seus direitos e do seu poder. As feministas queimaram sutiãs acreditando que eles eram símbolo da opressão masculina, que a luta era contra os homens. Ledo engano! O movimento era de reencontro, de reconciliação com a natureza feminina. Assim, as mulheres continuaram usando sutiãs. Afinal, o que ele …